23.7.07
A solução de dois enigmas
E se colocarmos o gato de Schrödinger dentro da caixa do Pequeno Príncipe? Ou então, colocarmos o carneiro do Pequeno Príncipe dentro da caixa de Schrödinger?
posted by Ligeirinho |
11:37 PM
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20.7.07
Sobre a dor e a morte
Dia primeiro de abril desse ano meu pai morreu. Não foi repentino, mas foi inesperado. E só depois de passar por essa dor é que consegue se entender por os antigos, quando um dos seus morria, arranhavam os rostos e rasgavam as próprias vestes.
A dor da perda pela morte de alguém querido é algo que definitivamente não passa. Para descrever, digo que se você ficar com uma dor de dente te agulhando por três meses você acaba se acostumando com ela, mas definitivamente ainda tem total consciência da dor.
A conseqüência da passagem do tempo é essa: você se acostuma, e algumas vezes pode até mesmo achar que se conformou com a perda. Mas então casualmente tudo volta. Uma música caipira,uma conversa sobre pescaria, ou mesmo uma piada que você anota mentalmente para contar para alguém que, subitamente, você recorda que não existe mais... enfim, as armadilhas estão em toda parte.
As lágrimas definitivamente param de escapar tão facilmente quanto na primeira semana, mas elas estão lá. Nesses momentos, há de se disfarçar, olhar para o outro lado e não piscar, por que certamente os olhos estarão cheios de água (manter o olhar distante e olhar para o outro lado, na verdade, é uma questão de delicadeza com o próximo, pois a dor alheia é no mínimo constrangedora). Nesses momentos, na verdade, a realidade é muito dura, e você sente que, desde a última vez que se sentiu assim, está no piloto automático, tentando deixar a mente relaxar para não lembrar da dor.
São mais de três meses, e ainda dói. E, imagino, nunca vai acabar.
posted by Ligeirinho |
1:39 AM
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17.7.07
Quem passa por aqui!
Em menos de uma semana depois de instalar uma ferramenta de verificação de acesso no blogger, já estou me divertindo. Desde então:
- 7 pessoas passaram por aqui (uma fui eu)
- nenhuma voltou! rs
- 5 vieram a partir de ferramentas de busca. Os termos buscados foram:
a. "pelos no rosto"
b. "a construcao do conhecimento no curso normal superior:desafios e espectativas"
c. comentario e dicas sobre a melhor jeito de teminar um relacionamento" (isso mesmo, teminar.. preciso melhorar minha digitação)
d. "Jefferson Cardia Simões!
e. Robson Vieira Unicamp (opa!!! quem me procura????)
- As seis cidades foram: Salvador, Vitória, Rio (quando eu fizer um cruzeiro pela costa, visito vocês), São Paulo, Presidente Prudente e Porto Alegre.
Bem, imagino que... ahn, tem alguem aí me ouvindo???
posted by Ligeirinho |
9:52 PM
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12.7.07
os tempo mudam, e Pessoa já é passado
Viver é preciso, navegar não é preciso!
ps.: essa frase foi usada pela primeira vez por Pompeu, o grande, no ano 70 aC. Já era hora de mudar!
fonte: Jornal da Ciência
posted by Ligeirinho |
1:10 AM
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os tempo mudam
Viver é preciso, navegar não é preciso!
posted by Ligeirinho |
12:58 AM
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11.7.07
Pequena história do universo
No início só havia Deus. Então Ele criou o tempo, e para matar o tempo, criou o universo. Mas não foi assim, artesanalmente, como se usasse massinha de modelar: bolou algumas poucas leis, criou e inflou de energia uma particulazinha à-toa e deixou que o resto acontecesse. A partícula, de massa infinita e dimensão infinitésima, explodiu. Da explosão nasceram estrelas, girando uma em torno das outras em padrões já imaginados desde o primeiro momento dessa criação. Dessas estrelas, eventualmente surgiram planetas, girando em torno delas e esfriando com a calma de quem tem a eternidade para esperar.
Muita coisa aconteceu em todos os cantos dessa criação,mas num cantinho especial disso tudo havia uma estrela amarela qe tinha, no seu terceiro planeta, umas formas de vida engraçadas, que até ousavam pensar. No príncipio de fato, só haviam seres minúsculos e praticamente inanimados. Mas as espécies começaram a surgir, cada qual tentando se adaptar da melhor maneira possível àquele planeta que mudava constantemente. Noventa e nove por cento delas estava fadada ao fracasso, é verdade. Mas dentre elas surgiu uma bem diferente.
Eram macacos, que depois de conseguirem andar em pé e pensarem (alguns poucos os faziam, mas mantinham o restante na ilusão de que esse dom era compartilhado) dominaram o planeta em pouco tempo. O planeta, como que reagindo, parou de mudar, as espécies pararam de surgir, as outras que existiam a definhar. Mas esses macacos reagiram bem a solidão que se aproximava: evoluíram mais ainda, descobriram os segredos da imortalidade e da eugenia.
Passaram a não depender dos outros seres do planeta que então, rapidamente, sumiram. Sobraram apenas eles. Com o segredo da imortalidade em mãos, pararam de se reproduzir. Foram muito além: para se aprimorarem cada vez mais, ao invés de se reproduzir, aprenderam a se fundir, e de dois macacos fundidos surgia um, infinitamente melhor. Fundiram-se e fundiram-se até que, da última fusão, nasceu o ser perfeito: no momento inicial de sua existência ele já conhecia os segredos do passado e do futuro, do tempo enfim. Desprezando as limitações físicas em que estava, ele mergulhou no espaço e no tempo, e passou a estar em todo lugar, em todo momento. Na verdade, para ele, o tempo deixou de existir.
Então, sem ter o que mais fazer ele sentiu saudades: criou de novo o tempo e, para passar esse tempo, criou o universo....
posted by Ligeirinho |
10:33 PM
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3.7.07
Barba,bigode e cabelo
A incapacidade de expressão é algo que sempre me fascinou. Quando se diz que uma imagem vale mais do que mil palavras é por que pode ser muito difícil para uma pessoa de vocabulário médio conseguir expressar com precisão e poucas palavras algumas idéias. Para piorar, li uma vez que o vocabulário usual dos jovens ingleses é de 500 palavras. Não espero que o de um brasileiro seja maior... Por outro lado, os esquimós têm dezenas de palavras para algo que para nós tem apenas um nome: neve!
Tudo isso por que meu cavanhaque coça! mas o que é cavanhaque??? É a figura da barba ao redor apenas da boca? Mas a parte acima da boca se chama bigode,não? Se ela tem nome, como são chamados os pêlos (pelos? pêlos?) abaixo da boca, no queixo? E barba, é todo pêlo que cresce no rosto? E onde acaba a costeleta? E afinal, a costeleta é apenas a "barba" que se deixa crescer ao lado da orelha ou o cabelo que atinge aquela área também é costeleta? E a barba no pescoço, tem nome?? E enfim, como explicaria o que vou fazer agora??
Talvez assim:
barba :pêlos que nascem no rosto
a: barba acima dos lábios
b: barba da parte inferior dos lábios até o queixo
c: barba na faixa do rosto ao lado da orelha
d: barba acima ad linha do queixo, não compreendida por 'a', 'b' e 'c'.
e: barba no pescoço
f: cabelo que se sobrepôe a 'c'
Então, vou aparar 'a' e 'b', aproveitar para remover 'c', 'd' e 'e' e talvez dar uma acertadinha em 'f' pra parecer que cortei o cabelo! rsrs
ps.: não tenho dicionário em casa, antes que me perguntem.
posted by Ligeirinho |
9:31 PM
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Divagações de um caipira em Macondo - parte 2 : Manaus
Dois meses depois de conhecer Manaus, algumas impressões ainda são bem fortes. A primeira visão da cidade, com o avião virando-se para alinhar com a pista, é magnífica. Perde-se a ilusão do continuum da floresta, e as margens do rio (Negro? Solimões? Não me lembro) se exibem, com seus recortes e reentrâncias que, de cima, parecem ruas, com barcos simulando carros. Aliás, até hoje não estou certo se o que vi, na margem direita do rio, eram ruas alagadas ou canais. Logo em seguida, pode-se ver claramente o encontro das águas, que com certeza deve ser mais bonito ali mesmo, de cima.
Depois, à margem esquerda, vê-se uma cidade urbanizada, que parece organizada e plana. Não chega a surpreender, é verdade. A surpresa mesmo ocorre quando abrem-se as portas do aeroporto e você é jogado de repente, do conforto do ar condicionado para a selvagem sensação de calor e umidade. A caminhada até o táxi é longa, e a respiração torna-se não mais difícil, nem mais fácil: diferente. A um telefonema que recebo nesse instante respondo rápido: ligue daqui a pouco, estou me acostumando com o ar.
Dentro do táxi o ar condicionado, item obrigatório na cidade, me poupa momentaneamente de continuar tentando me acostumar com o ar úmido e quente. O taxista é simpático, como quase todos eles são aqui, e rapidamente,ao me saber visitante de primeira viagem, começa a me falar o que tenho que conhecer na cidade. Corre muito, ziguezagueia demais. Todos eles são assim também, e não vi exceções.
Entre o aeroporto e a empresa, atravessa-se a cidade. Não a achei particularmente diferente das grandes cidades que já vi: um pouco de caos, um pouco de ordem. Talvez mais caos do que ordem. Imaginava, é verdade, que Manaus fosse menos urbanizada, com uma pobreza mais aparente. A mesma pobreza mascarada que se vê aqui, está também lá. E ainda no táxi, tento entender como é a cidade, olhando pela janela, tentando saber onde se exibem os ricos e são escondidos os pobres.
posted by Ligeirinho |
12:00 AM
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2.7.07
Dúvida Anatômica
Se o peito do pé se chama assim, por que o calcanhar não se chama "bunda do pé"??
posted by Ligeirinho |
11:35 PM
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