13.6.07
Divagações de Viagem de um caipira em Macondo - parte 1: DECOLAGEM
A primeira impressão ao entrar no avião éo tamanho. Parece maior por fora.
Sentei-me à janela (como eu queria, embora eu não tivesse pedido) sem ninguem ao lado. A naturalidade das pessoas é evidente, e imagino que também o seja a minha ansiedade pelo início do vôo.
O motor começa funcionar por partes. No começo, só um zumbido. Ironicamente imagino que seja o injetor de gasolina eo avião seja a álcool!! o que me leva ao fato de que uma cerveja teria me relaxado antes de embarcar, não fosse o fato de eu ir direto do aeroporto para a empresa.
Quando o motor começa de fato a funcionar não há duvidas. O barulho é serio, profundo, e imagino que não seja o único que o escuta om atenção para perceber alguma falha no som.
O avião taxia pela pista por muito tempo.Muito mesmo. Dá para ter a dimensão do tamanho do aeroporto, e também dá para reparar o quanto as asas balançam. Amedrontador saber que são aquelas abas de aço que sustentarão todos nós. Como parecem frágeis!
Acompanho todo o taxeamento com atenção, sem tirar os olhos das asas. Estou exatamente ao lado de uma delas. Distante duas poltronas de mim, uma senhora já adormece, com a boca aberta. Parece ultrajante. Enquanto eu acompanho tudo com a maior reverência, a maioria se comporta como se o milagre tecnológico de voar fosse normal. Infiéis!!
Reverentes são sim os comissários de vôo, que tanto me lembram as enfermeiras. Felizmente já não são obrigados a repetir os cõmicos gestos de explicação sobre a máscade de oxigênio e os procedimentos de segurança que tantas vezes se vê no cinema. Tudo se passa no vídeo de apresentação do vôo, mostradas em telas de LCD retráteis.. Por outro lado verificam cuidadosamente se todos os passageiros estão com as poltronas desinclinadas e bandejas levantadas. Imagino que no caso de uma queda isso vá me salvar!
A aceleração final é súbita, quase assustadora. Écompletamente perceptível a perda de peso do avião, com os solavancos se convertendo numa corrida desenfreada porém firme. E quando o avião deixa o solo, a sensação é extática e intensa: o frio na barriga, a força da gravidade, a certeza de não mais estar em terra firme faz da primeira decolagem uma experiência quase sexual.
A primeira decolagem é realmente inesquecível.
Divagações de viagem de um caipira em Macondo - parte 0
Amanhã, as 7:50 da manhã, estarei embarcando de avião para a histórica e (dizem) singela cidade de Manaus, comparada a Macondo pela Córa Rónai em uma crônica há algum tempo.
Entre minhas pretensões de viagem estão:
Não se borrar de medo nessa minha primeira viagem num objeto mais pesado que o ar movido a líquidos explosivos e composto de milhares de peças móveis vinda de todos os cantos do mundo (também é chamado de avião).
Experimentar pato com tucupi.
Como a idéia é trabalhar mais de doze horas por dia,para concluir meu trabalho e voltar o mais rápido possível, talvez não tenha tempo de entar em contato com a flora e fauna locais. Para o caso de eu me demorar, essa é a zerésima parte do meu diário de viagem, que como diário, está previsto para apenas 3 partes.
Até amanha! rs
posted by Ligeirinho |
8:54 PM
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