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Sobre as coisas e as pessoas


17.8.04

Sobre a violência

A polícia chega sempre 30 minutos depois, pelo menos. As sirenes sempre ligadas, para afugentar os bandidos e não haver confronto.

A maioria dos aspirantes a marginais que conheço (não muitos, mas já conheci. Ser da periferia tem dessas coisas) cogita seriamente entrar para a polícia.

Assalta-se, mata-se, rouba-se com a audácia e arrogância provocadas pela certeza que não se será pego, a menos que se seja azarado.

Investigação policial, no Brasil, parece estar restrita a assalto a bancos, sequestros e demais casos televisivos.

Os policiais, que deviam ser os primeiros a dar o exemplo, muitas vezes sequer conhecem as leis que deviam seguir.

Fianlizando, nunca vi um policial usando o obrigatório cinto de segurança. E não me consta que eles são isentos desa obrigação. Será que algum dia algum policial já foi multado?

posted by Ligeirinho | 10:25 AM

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5.8.04

Sobre a solidão

Desde a dolorosa hora que nasce até o triste momento em que parte para o último mistério, a única companheira real do homem é a solidão. Podemos sempre estarmos rodeados de amigos, parentes, mas quando acordamos de um pesadelo, estamos sós. Quando temos que decidir entre matar e morrer, estamos sós. Quando temos que chorar, não há pessoas te consolando que estejam realmente com você, pois ninguém chora a dor por outra pessoa. Quando a natureza nos mostra quão mortais somos, quando o corpo dolorido implora por morfina, não há consolos e palavras de carinho que façam com que essa senhora silenciosa chamada solidão saia de nosso lado. E no último suspiro, quando pode-se sentir o corpo deixando de funcionar serenamente (ou não) não é uma luz a última sensação que temos. É um som, que ouvimos pela primeira e única vez: da solidão saindo pela porta.

posted by Ligeirinho | 3:48 PM

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