4/22/2003
Sobre um fato observado: Despedida na rodoviária
A namorada o abraça, fica pendurada no pescoço dele, por que ele é bem mais alto que ela. A mãe dela do lado, observando e encantada com os dois. Quase todos já entraram no ônibus, mas ele continua ali, tentando retardar o máximo o momento de se ir. Ela a beija, o segura, enquanto que ele a abraça e quase a balança de um lado para outro, a ponto de uma das pernas dela ficar se movendo como um pêndulo para lá e para cá. Finalmente, não há mais como esperar: praticamente todos já embarcaram. Eles se despedem, e quando ele se solta ela ainda lhe faz algumas recomendações, ou diz que lhe ama. Ele entra no ônibus, e tem a expressão de despreocupação de quem vai viajar com a certeza de voltar. Ela fica do lado de fora, olhando para dentro do ônibus, com uma cara triste, quase chorando. Para disfarçar, começa a olhar para as próprias unhas, tirando com os dentes uma cutícula imaginária, e é observada pela mãe, que olha para as mãos da filha sem dizer nada. O ônibus parte, ela o segue comos olhos, procurando o namorado e tentando lhe dar um último adeus, mas não consegue. Fica parada, com a mãe ao lado, triste, mas não tão tristes como nós, mero observadores, embevecidos e enciumados com aquela cena ingênua e tocante, tendo que se contentar em viajar sem ninguém ali se despedindo daquela maneira.
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1:21 PM
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4/16/2003
Sobre algumas pessoas: a irritante platéia do Jô Soares
Para mim, o programa do Jô seria muito mais interessante se a platéia fosse um pouco menos "babona" no Jô Soares. TODAS as piadas que ele conta são engraçadas para aquela platéia, que chega ao cúmulo de imterrompê-lo para aplaudir e delirar. Acho que diversas vezes já riram das piadas antes que ele terminasse de contar. Quando ele dança então, a platéia se comporta como se Fred Astaire estivesse ali no lugar do Jô. Quando Jô faz alguma piadinha durante uma entrevista, a platéia ovaciona tanto que ele é obrigado a parar. Se no entanto, algum entrevistado zoa com a cara dele, poucas vezes é aplaudido. Não lembro de ter visto, mas creio que alguns que tentaram já foram vaiados por essa platéia tão pouco exigente.
O Jô é inteligentíssimo, não há dúvida. Extremamente culto, muito bem informado, e muito engraçado (mas não sempre). No entanto, acho que sua platéia devia aplaudi-lo menos. Quem sabe suas piadas melhorassem e suas entrevistas, que já são ótimas, melhorassem ainda mais um pouco. Talvez ele abandonasse o hábito de perder a entrevista mas não perder a piada ou então de querer saber mais sobre a especialidade do entevistado do que o próprio.
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1:37 PM
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Sobre duas palavras: consensual e acordado
Algumas palavras da língua portuguesa são estranhas. Consensual é derivada de consenso. Uma decisão é consensual quando foi obtida a partir de um consenso. N entanto, se você pronunciá-la em uma conversa com um grupo de pessoas, fatalmente alguém irá dar uma risadinha, associando-a com sensual. Resta saber como se obtém uma decisão consensual *rs.
Acordado. Não sei se a expressão está correta, mas costuma-se dizer, quando todos estão de acordo sobre um assunto, que algo foi acordado. Acho estranha a expressão, mas já a vi sendo usada. No entanto, falar em uma reunião, por exemplo, que "todos estão acordados quanto a questão" pode fazer com que quem esteja dormindo fique assustado, achando que estão falando dele. *rs.
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1:28 PM
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4/14/2003
Sobre uma coisa: A guerra do Iraque
Sinceramente, acho que não há nada mais a dizer sobre a guerra. Ela se insinuou, comecou e está quase acabando e o máximo que pudemos fazer foi erguer nossas vozes e resmungar uns para os outros.
De um lado tivemos o anti-ianquismo (acho que a expressão anti-americanismo está errada) sem fronteiras, que renega tudo que venha do império, e que as vezes pode impelir as pessoas a tomar posições contrárias aos dos ianques, independente de quais sejam. De outro o "cinismo de resultados" dos ianques, sacudindo a bíblia, considerando-se o povo eleito e sentindo-se no direito de destruir o que os irrita e reconstruir à sua maneira.
Sou pacifista, mas acredito que existam guerras inevitáveis. Nem sempre temos homens inspirados como Mahatma Ghandi para nos guiar pelo tortuoso caminho da paz. Mas essa guerra não era. Diz-se que o número de vítimas civis na guerra foi pequeno em comparação às vítimas de Saddam. Mas, perguntar não ofende: o regime de Saddam durou tantos anos, se esperou tanto.. por que não esperar um pouco mais e persistir na solução pacífica, ou no mínimo, consensual dentro da ONU?
Minhas conclusões sobre a guerra:
1. Talvez ela fosse inevitável. Talvez não. Se ela pudesse ser evitada, Bush e seus amiguinhos terão que prestar contas dos civis que mataram "sem querer". E não será aqui na Terra.
2. Talvez houvesse um pouco de "boa vontade" naos senhores da guerra em fazê-la para destituir um ditador.Mas junto disso também estavam interesses econômicos e principalmente geopolíticos. Como disse alguém que não me lembro: teria havido guerra se Iraque só tivesse plantações de banana e fosse no meio da África?
3. Os próximos, levando-se em conta o príncipio de "guerra preventiva" adotado pelo império: Síria, Coréia do Norte, Irã, Líbia, Cuba...
E a pergunta que fica: e depois?
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5:36 PM
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Uma citação para não passar o dia em branco - "..Faça livros e não guerra, dá vontade de dizer aos gringos. Mas os prepotentes políticos republicanos só lêem a Bíblia e tal como os adolescentes ouvem discos (CDs): muitas vezes e sempre as mesmas faixas." Mathew Shirts
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4:44 PM
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4/11/2003
Sobre um filme que ainda não assisti: Faroeste Caboclo, o filme
Fiquem calmos, fãs do Legião!!!! O filme não existe e, pelo que eu sei, ninguém ainda tenciona fazê-lo. mas não entendo por que ainda não surgiu um maluco disposto a isso. A história é ótima, um épico. Brasília, o nordeste, regime militar, preconceito, tráfico de drogas, a redenção do personagem pelo amor de uma mulher, a morte heróica...
Faroeste Caboclo teria platéia garantida ente os milhões de fãs do Legião Urbana. Se bem feito, superproduzido, será um ótimo filme. E nem será preciso se preocupar muito com a trilha sonora, que está pronta!!! Imagino até o final, com Maria Lúcia se atirando na frente de João de Santo-Cristo para protegê-lo do último tiro e morrendo com ele, enquanto toca o final da música. De repente pára tudo.... a pausa na música .... e a câmera comeca a girar freneticamente em torno dos dois caídos no chão enquanto Renato grita: "sofreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeer".
Vocês também não iriam correndo ao cinema pra assistir, mesmo sabendo o final??? Acho que sim. Senão, ninguém teria ido assitir "Romeu e Julieta" (embora houvesse pessoas na saída do fime que lamentavam por eles terem morrido no final rs).
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11:02 AM
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Sobre um livro: Alice no país das maravilhas
Todos conhecem a história, mas poucos têm a chance de ler o livro. Alice foi escrito por um diácono (ou algo asim) britânico chamado Charles Lutwidge Dodgson e dado como presente a uma menina chamada Alice, que o inspirou. O livro acabou fazendo sucesso e Charles o publicou sob o pseudônimo de Lewis Carrol (cujas iniciais, LC, em inglês, se pronuncia quase como Alice), pois a obra não se encaixava com sua produção acadêmica (ele era professor de matemática).
Quem conhece a história e não leu o livro pode achar tudo muito absurdo, sem sentido. Não é. no livro, LC brinca com o sentido das palavras, das coisas, manipula a lógica e cria um ambiente de nonsense que não é tão infantil quanto parece. Em uma das minhas passagens preferidas, o gato sorridente aparece apenas com a cabeça, e o rei, não lembro por que, exige que o decapitem. O soldado (ou melhor, carta de baralho) encarregado de decapitá-lo diz que não pode, pois não era possível decapitar algo que não tivesse grudado a um corpo. O rei diz que tudo que tem cabeça pode ser decapitado. E os dois estão certos, não?!?! *r*
Várias armadilhas de lógica, nonsense e semântica se escondem pelo texto, e muias se perdem na tradução. As melhores opções apra a leitura seria ler em inglês ou escolher uma boa tradução, que transport para o português os trocadilhos e as brincadeiras com as cantigas. Nesse caso, traduções literais podem ser chatas e imcompreensíveis.
Existem muitas leituras possíveis do texto. Psicanalíticas, alegóricas, etc. Atualmente parece que suspeita da inocência das relações de LC com as crianças, que ele gostava muito (exceto os meninos, segundo ele mesmo disse). LC era fotógrafo amador e alguns enxergam um certo erotismo nas fotos de criancas (inclsuive de Alice) que ele tirava. Particularmente, prefiro acreditar que ele gostava de crianças de uma maneira ingênua, e não vejo erotismo nas fotos de meninas que ele tirava.
Por curiosidade, abaixo está a fot mais famosa de Alice, tirada por LC:
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10:37 AM
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4/10/2003
Sobre uma coisa: citações
Algumas pessoas não acham importante saber quem disse o que. Eu acho.
Antigamente fazer uma citação e não dizer quem era o autor podia ser interpretado como se você quisesse que todos pensassem que você que teve aquela idéia. Ou seja, isso era considerado extremamente deselegante, quase um roubo.
Hoje, se você faz uma citação e diz o autor, será considerado pedante. As pessoas pensarão (ou dirão até) que você está apenas se mostrando, tentando fazer com que os outros lhe achem culto.
Dúvida cruel. As vezes você pode dizer " como li alguma vez em algum lugar" só para deixar claro que você está repetindo o que alguem já disse antes. Pelo menos você não parecerá pedante, e apenas faltará com o respeito com quem criou a idéia.
Outra coisa aborrecedora são as citações erradas. Li textos na internet atribuídos erroneamente a Gabriel Garcia Marquez e Luiz Fernando Veríssimo. Se não fossem dados como sendo desses caras, não teriam feito tanto sucesso. Certa vez, ao me repassarem um mail desse, atribuído a G. G. Marquez, respondi a quem havia enviado dizendo que não era dele. O cara se sentiu agredido e respondeu que não importava quem havia escrito, mas o que havia sido escrito. Concordo, mas muita gente leu o texto e achou genial apenas por que era do G G Marquez.
Afinal, o que será que importa? O que está escrito apenas? Quem escreveu? Como isso se encaixa entre tudo que a pessoa já escreveu?
Sei lá. Se alguém achar que sabe, comente!!!!!!!!!!!
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11:36 AM
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Sobre pessoas e coisas:engenheiros, físicos, barcos, lemes e portos
Não gosto muito de fazer citações sem dizer o autor com exatidão, e essa que vou fazer é mais incerta ainda. Parece-me que li que Leonardo da Vinci disse algo como "A prática sem a teoria é como um barco sem leme". Por outro lado, Ghandi tem uma frase célebre que diz que "uma vida sem religião é como um barco sem leme".
Bem, pode ser que alguem tenha misturado Ghandi e da Vinci e criado a suposta citação desse último por engano. Mas enfim, supondo que ela seja verdadeira, estava pennsando ontem entre as diferenças entre físicos e engenheiros: talvez a engenharia seja um barco com leme, pois nós sabemos exatamente pra onde queremos ir e o que queremos fazer (engenheiros não perdem tempo com divagações teóricas sem ter em mente alguma finalidade prática), enquanto que os físicos sao barcos sem leme, pois são capazes de ficar pesquisando durante anos coisas que não tem a mínima aplicação prática, pelo simples gosto de estarem navegando sem direção no "oceano do conhecimento" rs.. Bonito né?
Ma acho que a analogia mais correta seria que ambos, física e engenharia, são barcos com leme, mas apenas a engenharia tem um porto de destino e sabe onde quer chegar. A física, consegue se direcionar, mas navega a esmo. Navega pela paixão pelo mar. O engenheiro navega para chegar a algum lugar.
Tudo isso surgiu por que num livro de Mencken ("O livro dos insultos", ótimo), um famoso jornalista americano da primeira metade do século passado, ele diz que da vinci era ENGENHEIRO. Concordei. Disse isso para alguns físicos que conheço e eles ficaram horrorizados, aterrorizados com a idéia de que este gênio não fosse mais considerado do time deles. Quase todos discordaram, exceto um, que dise que da Vinci foi muita coisa, inclusive, talvez, o primeiro engenheiro (não sei se chega a tanto. Acho que o primeiro engenheiro foi o cara que inventou a roda!).
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10:44 AM
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4/9/2003
Sobre pessoas: Engenheiros
Nós, engenheiros (ou pelo menos alguns de nós, onde eu me incluo, apesar de ainda não ser graduado), gostamos de pensar que temos uma estrutura de pensamento diferente da de outras pessoas. Quando entramos no curso no cérebro é esmigalhado (principalmente nos cursos de cálculo) e depois remontado pedaço por pedaço, de uma maneira bem diferente. Passamos a achar que o mundo é um conjunto de sistemas sub-otimizados, que todo problema pode ser abordado de maneira analítica e que o nosso modo de pensar pode ser utilizado para resolvê-los independente da área de conhecimento a que pertencem, desde relacionamentos pessoais até marcenaria.
Segundo um amigo meu, Akira, aqui da UNICAMP, a melhor definição do que significa entrar em um curso de engenharia está descrito em trecho de "Alice no País das Maravilhas", que transcrevo abaixo:
"Naquela direção", o Gato disse, apontando com a pata direita, "vive um Chapeleiro: e naquela direção", apontando com a outra pata, "vive uma Lebre. Visite qualquer um que lhe agrade: ambos são loucos."
"Mas eu não quero estar no meio de loucos," Alice respondeu.
"Oh, você não pode evitar," disse o Gato: "somos todos loucos aqui. Eu sou louco. Você é louca."
"Como você sabe que eu sou louca?" disse Alice.
"Você deve ser," disse o Gato "ou você não teria vindo aqui."
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12:07 PM
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4/8/2003
Ainda sobre o mesmo filme: Amnésia
Disse, mas não falei! Nesse filme, o personagem principal (as regras de gramática dizem que eu devia escrever a personagem. Mas, sem jeito, fica muito estranho) possui uma espécie de amnésia, e não consegue se lembrar sequer do que estava pensando há minutos. O seu corpo está todo tatuado por que é assim que ele guarda as informações mais importantes. Numa cena muito interessante, ele está num bar e uma garota, zoando com a cara dele, faz todo mundo cuspir numa caneca de chopp, e ele está vendo tudo. Depois de algum tempo entrega para ele beber, e ele bebe normalmente.O filme começa no presente e vai retrocedendo, e você acaba tendo que decifrar a história do personagem junto com ele. Interessantíssimo.
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5:50 PM
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Sobre uma pessoa especial: Ediane
Linda, atraente, simpática, com um sorriso cativante. Edi também é muito profissional, e consegue como pouquíssimas pessoas separar com classe o pessoal do profissional (quando eu crescer quero ser assim *rs*). As vezes ri das minhas piadas sem graça, o que é um grande mérito, dada a minha total falta de talento para contar piadas. Edi é perfeita até em seus defeitos, que, ao invés de depreciá-la, a transformam em alguém mais especial ainda.Edi é tão TUDO que nem sei por que ela namora com um moleque chato e pentelho como eu!!!!!! rs
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1:04 PM
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Sobre uma pessoa: Dhomini
Contra todos que apostavam e torciam contra, o cara ganhou. Com tanta gente aqui fora odiando o cara, ele ganhou o tal do BBB3. Como??? Manipulação? Nem imagino. De repente os seus fãs eram silenciosos, e por não se manifestarem pareciam não existir.
Li alguma vez em algum lugar (que referência precisa não?) que odiamos aqueles que apresentam características que temos e não apreciamos. Talvez seja esse o motivo desse aversão quase unânime contra o indivíduo. O cara manipulou as pessoas, mudou de opinião para tentar sobreviver no programa, agradava discaradamente alguém quando isso lhe interessava e conseguiu alcançar o nirvana do cafajestismo: praticamente tinha duas namoradas, uma dentro e outra fora, uma sabendo da outra.
Talvez tudo isso que ele fez sejam coisas que também (em menor escala e um pouco mais discretamente, sem câmeras) fazemos no nosso dia a dia e não nos orgulhamos. Jogamos pedra no Dhomini por que não podemos jogar em nós mesmos.
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11:10 AM
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Sobre duas coisas: A rolha e o saca-rolhas
Para quem me conhece, não é segredo que eu adoro vinho. Nem sou chato a ponto de falar que só tomo bons vinhos, por que seria mentira. Gosto de quase qualquer vinho mesmo, e desde que não venha em garrafa de plástico eu bebo!!! Vinhos são maravilhosos que até mesmo para abri-lo vc tem insinuações que insinuam prazer: quer coisa mais indecente do que a rolha e o saca-rolhas? *rs* O saca rolhas entrando a rolha devagarinho, como quem não quer nada, girando girando.... E a rolha ali, paradinha, mas toda tensa e pronta pra explodir!!! *r* De repente, ploc!!!! *r* Totalmente sexual!!!!
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9:51 AM
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4/7/2003
BUEMBA!!! O roteiro do filme AMNÉSIA foi escrito em um blog!!!
EM DÚVIDA???? Não fique, é brincadeira! Mas, falemos sério, poderia ser verdade. Eu não me acostumo com a forma dos blogs, onde os capítulos mais recentes ficam na parte de cima da página! Acho, estranho. Acostumei-me demais com livros para mudar agora. Crei que sempre vou achar estranho.
Seria fácil escrever Amnésia aqui. Era só seguir a seqüência normal da história que o blog automaticamente se encarregaria de inverter tudo!!!! *rs*
Sobre um filme: Amnésia
Claro que teria que falar sobre o filme, apesar de já o ter assistido há muito tempo. O mais engraçado no filme (ou melhor, em assistir o filme) é ver como alguns comedores de pipoca saem do cinema sem entender bolhufas e falando que o filme é uma droga! Na verdade, é um filme que exige um pouco (mas não tanto assim) do comedor de pipoca, pois vc tem que ir remontando a história na sua cabecinha. Não é um esforço nem um pouco sobre-humano, mas se vc entra no cinema pra relaxar e dar uma folga pro Tico e Teco, pode acabar se sentindo traído. Não vai se divertir. Por outro lado os PIMBA (Pseudo-Intelectuais Metidos a Besta... Arrogante??? num lembro) gostam de se gabar que adoraram o filme, como se isso fosse uma demonstração de sua incrível capacidade cerebral, muito acima do populacho!!! *rs*.
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7:06 PM
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Para falar a verdade, ainda não sei exatamente sobre o que vou falar nesse blog. Acho que seria legal colocar aqui aquelas impressões estranhas que todo mundo tem sobre as coisas que acontecem ao nosso redor, mas que quase nunca falamos para ninguém. Vai ser uma experiência nova, já que nunca criei, ou comentei ainda em um blog.
Na verdade, eu já tinha escrito o primeiro post(hmmm.. será que não tem uma palavra em português que soe legal para substituir essa?), mas fui censurado. Falei sobre pessoas que não queriam que todos (hmm... bem, não creio q nem 3 pessoas leiam esse blog, então TODOS é um pouco exagerado) soubessem o que ela faz ou deixa de fazer (ela? ops, deixei escapar que era uma mulher :-) ). Curiosamente, tinha acabado (acabado? palavra chata né? Mas não se preocupem, ela não se acabou não *rs*) de ler uma crônica do Veríssimo que fala exatamente sobre isso. Chama-se "Aquele nosso tempo" e está em http://www.estado.estadao.com.br/colunistas/veris.html (até que ele publique a próxima crônica).
Sobre um filme: Amor a segunda vista
Achei engraçado, mas não tão engraçado quanto o cara sentado atrás de nós, que ria até com o Hugh Grant comendo um espeto de carne. As vezes eu ria mais por inércia, pra acompanhar a risada dele, do que pelo humor do filme! Como será que ele se comporta assistindo um drama? Não pude deixar de lembra de uma cena do Leslie Nielsen em um filme (qual? não lembro) saindo do cinema e rindo muito depois de ver Platton. Continuando sobre o filme, Achei que Hugh Grant e Sandra Bullock estavam demais, ela com aquela beleza sutil e até comum e ele com aquelas caras e bocas (será que deu aquelas piscadinhas em série que ele sempre dá, que eu chamo de "gaguejar com os olhos"? Não lembro). A história acaba sendo meio óbvia, meio Cinderela, só que com um príncipe que é mau caráter e que ela irá corrigir. Alíás, penso que é assim que as mulheres encaram os homens (ou muitos delas encaram muitos de nós): se grudam com aquele cara que é um cafajeste de carteirinha e tentam endireitá-lo. Estou mentindo?
Acho que acabei de achar um bom motivo pra boicotar de vez o Mc Donald's. Mas não posso contar qual é!!!!
posted by Ligeirinho |
5:34 PM
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